A depressão na terceira idade nem sempre se manifesta apenas com tristeza. Em muitos idosos, os sintomas aparecem como desânimo constante, perda de interesse pelas atividades habituais, dificuldade de concentração, alterações do sono, isolamento social e falhas de memória.
Essas alterações cognitivas podem ser suficientemente intensas para gerar suspeita de demência, tornando o diagnóstico um desafio.
De acordo com a Dra. Eliza de Oliveira Borges, Geriatra com atuação em Cuidados Paliativos em Goiânia, o cérebro deprimido apresenta menor capacidade de manter atenção, organizar pensamentos e registrar novas informações. Como resultado, o paciente passa a esquecer compromissos, repetir perguntas ou apresentar lentidão para responder, mesmo sem possuir uma doença neurodegenerativa.
A boa notícia é que, quando a perda cognitiva está relacionada principalmente à depressão, existe possibilidade de melhora significativa após o tratamento adequado, que pode envolver medicamentos, psicoterapia, atividade física, estímulo cognitivo e acompanhamento multiprofissional.
Já nas demências, o objetivo é retardar a progressão da doença, controlar sintomas e manter a independência pelo maior tempo possível.
Outro ponto importante é que familiares costumam interpretar qualquer alteração de memória como “Alzheimer”, o que pode gerar ansiedade desnecessária. Existem diversas causas para o comprometimento cognitivo, incluindo deficiência de vitaminas, alterações hormonais, efeitos de medicamentos, distúrbios do sono e transtornos emocionais.
Por esse motivo, a avaliação geriátrica é fundamental para identificar corretamente a origem do problema.
A Dra. Eliza de Oliveira Borges, Geriatra com atuação em Cuidados Paliativos em Goiânia, destaca que quanto mais cedo ocorre a investigação dos sintomas, maiores são as possibilidades de tratamento e de preservação da qualidade de vida do idoso.







