O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) mudou o tom da pré-campanha e passou a direcionar críticas mais frequentes ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A estratégia busca ampliar a presença entre o eleitorado de direita e consolidar o ex-governador como alternativa à disputa hoje liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo grupo bolsonarista.
A avaliação da equipe de Caiado é de que existe um espaço político a ser ocupado por eleitores que rejeitam a polarização nacional. Com esse diagnóstico, a campanha decidiu elevar o confronto com Flávio Bolsonaro, movimento que não fazia parte da estratégia adotada nos primeiros meses da pré-campanha.
Em levantamento recente de intenção de voto, Caiado aparece na terceira colocação, com 5%. Lula lidera com 40%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%. Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) aparecem em seguida, ambos com 4%.
O principal discurso adotado por Caiado é o de que teria melhores condições de derrotar Lula em um eventual segundo turno. O pré-candidato também sustenta que uma eventual vitória sua abriria caminho para atuar politicamente em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.
Nos bastidores, aliados consideram decisivo que Caiado alcance dois dígitos nas pesquisas até meados de agosto para fortalecer sua viabilidade eleitoral. A partir dessa meta, a campanha pretende intensificar agendas nacionais e ampliar a exposição do pré-candidato em estados considerados estratégicos.
A mudança de postura também marca uma ruptura em relação ao comportamento adotado até então. Se antes evitava confrontos diretos com Flávio Bolsonaro, Caiado passou a explorar as fragilidades da pré-campanha do senador e a disputar de forma mais explícita o eleitorado conservador.






