Cachorro ficou com a parte de trás do corpo ferida após ser atacado com líquido quente, em Goiás — Foto: Divulgação/Polícia Civil
O cachorro comunitário Johnny, que foi atacado por uma moradora de Goiânia com um líquido quente, teve cerca de 40% do corpo queimado e não tem previsão de alta, segundo a delegada responsável pelo caso, Simelli Lemes, do Grupo de Proteção Animal.
“Ele está evoluindo bem, em tratamento, mas não tem previsão de alta”, informou a investigadora
A Polícia Civil indiciou nesta quinta-feira (26) Cacilda Ferreira de Almeida pelo crime de maus-tratos. A defesa da mulher informou que não irá se manifestar.
Segundo a delegada, embora o advogado Whashington Soares tenha informado que a cliente confessou o crime, em depoimento à polícia ela permaneceu em silêncio.
“A gente percebe que houve uma intenção de provocar esse sofrimento no animal. Na perícia, a gente pode ver que sai um vapor quando o líquido toca o corpinho do animal, fora os uivos dele de dor”, destacou Simelli, em entrevista à TV Anhanguera.
Johnny teve queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau e sofreu uma infecção generalizada, precisando ficar internado e com suporte de oxigênio.
Caso seja condenada, Cacilda pode receber uma pena entre 2 a 5 anos de prisão.
G1 Goiás








