Ciro Gomes pode apoiar Caiado ou Renan Santos à Presidência


Pré-candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes afirmou no sábado que cogita apoiar Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão) na corrida presidencial de 2026. O ex-ministro explicou que o tucanato ainda avalia o rumo a tomar depois que Aécio Neves abandonou a pretensão de disputar o Planalto.

Em entrevista, Ciro contou que vem discutindo o assunto com o ex-senador Tasso Jereissati. Sobre o governador de Goiás, foi direto: “me dou muito com o Ronaldo Caiado, votaria nele sem nenhuma dificuldade”. Já sobre o dirigente do Missão, ponderou que se trata de “uma pessoa que, a despeito de jovem, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenha exageros”. Para ele, ambos os nomes seguem no radar, mas a prioridade agora é a eleição estadual.

O cearense fez questão de destacar a diversidade ideológica de sua base. Segundo ele, o senador Alcides Fernandes vota em Bolsonaro e em Flávio, enquanto Mauro Benevides Filho (União), responsável pelo plano de governo da campanha, é vice-líder do governo Lula na Câmara. “E tá tudo certo, tudo bem”, resumiu.

As declarações chegam poucas semanas depois de o nome de Ciro virar estopim de uma briga aberta no clã Bolsonaro. Michelle deixou a presidência do PL Mulher acusando o enteado Flávio de tê-la “desrespeitada” e “maltratada”. O estopim, segundo ela, foi a discordância quanto às tratativas do senador no Ceará em favor do tucano. Apesar de saber que não terá o apoio de Ciro, o entorno de Flávio enxerga utilidade na aproximação: um integrante da equipe resumiu a estratégia dizendo que “vamos municiá-lo de material contra o Lula”.

O atrito no diretório cearense do PL remonta a maio, quando o deputado federal André Fernandes, presidente da sigla no estado, declarou apoio a Ciro sob o argumento de que “toda ajuda é bem-vinda” contra o PT — decisão que disse ter sido chancelada por Jair Bolsonaro. Michelle reagiu resgatando um vídeo em que o tucano chamava seu marido de “quase doente” e “burro”. No fim de semana passado, o partido ainda oficializou Alcides Fernandes, pai de André, como pré-candidato ao Senado, o que barrou a aliada de Michelle, Priscila Costa. Adversário de Ciro na disputa estadual, o senador Eduardo Girão (Novo) manteve as críticas: para ele, o ex-ministro é da “esquerda raiz” e seria “uma cobra para nos picar em 2030”.

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Fonte: https://www.maisgoias.com.br/politica/ciro-gomes-diz-que-pode-apoiar-caiado-ou-renan-santos-a-presidencia/