Ainda existe um equívoco comum ao associar cuidados paliativos apenas ao fim da vida. Na prática, essa abordagem representa uma forma mais ampla e qualificada de cuidado diante de doenças graves, progressivas ou situações clínicas com risco significativo.
A Dra. Eliza de Oliveira Borges, geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos, explica que esse tipo de cuidado pode ser aplicado em diferentes fases da doença e não exclui outros tratamentos. Pelo contrário, ajuda a organizar prioridades, alinhar expectativas e orientar decisões que respeitem os valores e desejos do paciente.
A atuação envolve uma equipe multidisciplinar, que avalia desde sintomas físicos até impactos emocionais, familiares e sociais. O foco deixa de ser exclusivamente a doença e passa a incluir a experiência de quem está vivendo aquele processo.
Outro ponto central é a comunicação. Segundo a especialista, decisões difíceis devem ser conduzidas com clareza, transparência e participação ativa do paciente e da família, fortalecendo vínculos e reduzindo conflitos.
Mais do que uma especialidade, os cuidados paliativos representam uma mudança de perspectiva: cuidar não apenas para curar, mas para garantir conforto, dignidade e sentido, mesmo em cenários de grande vulnerabilidade.
Dra Eliza de Oliveria Borges – Geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos
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