Desidratação em idosos pode causar confusão mental, tonturas e quedas


Nem sempre sentir sede é um sinal confiável de que o organismo precisa de água, principalmente na terceira idade. Com o passar dos anos, a percepção da sede tende a diminuir, e muitos idosos acabam ingerindo menos líquidos do que deveriam.

Essa alteração natural do envelhecimento, associada a doenças crônicas, uso de medicamentos e dificuldades de mobilidade, pode aumentar o risco de desidratação.

O problema merece atenção porque a falta de líquidos pode comprometer diferentes funções do organismo e provocar consequências importantes para a saúde.

Atenção aos principais sintomas

Entre os sinais que podem indicar desidratação estão tontura, dor de cabeça, fraqueza, redução da urina, sonolência e confusão mental.

Em alguns casos, a desidratação também contribui para episódios de queda, constipação intestinal e piora da função renal.

O que familiares e cuidadores podem fazer?

A prevenção começa com medidas simples na rotina:

  • Incentivar o consumo de água ao longo do dia;
  • Oferecer pequenas porções de líquidos com frequência;
  • Incluir alimentos ricos em água na alimentação;
  • Manter água ao alcance do idoso;
  • Observar mudanças no comportamento, na disposição e na quantidade de urina.

Água de coco, chás, sopas e sucos também podem contribuir, desde que sejam adequados às condições clínicas e nutricionais de cada pessoa.

Idosos acamados ou dependentes precisam de atenção especial. Nesses casos, a hidratação deve considerar a capacidade de deglutição, as doenças existentes e as necessidades individuais.

A avaliação geriátrica é importante para orientar a hidratação adequada, prevenir complicações e preservar a qualidade de vida.

Dra Eliza de Oliveria Borges – Geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos

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Fonte: https://opiniaogoias.com.br/desidratacao-em-idosos-pode-causar-confusao-mental-tonturas-e-quedas.html