Mulheres que tiveram o primeiro filho por cesariana podem acreditar que perderam definitivamente a possibilidade de um parto vaginal. Mas isso não acontece em todos os casos.
O parto vaginal após cesárea pode ser uma alternativa para muitas gestantes, desde que a indicação seja feita após avaliação obstétrica criteriosa.
Um dos riscos considerados durante o planejamento é a ruptura uterina. Para pacientes com uma única cesárea anterior, especialmente com incisão transversal baixa, o risco é geralmente baixo e fica próximo de 0,5% em muitos estudos, mas pode aumentar ou diminuir conforme o histórico individual.
É justamente por isso que a tentativa de parto vaginal após cesárea deve acontecer com acompanhamento profissional e em local que ofereça condições para reconhecer complicações e realizar intervenção cirúrgica rapidamente, caso seja necessária.
O planejamento também leva em conta outro lado da decisão: cesáreas repetidas podem estar relacionadas a maior ocorrência de aderências, sangramento e alterações placentárias, especialmente à medida que aumenta o número de cirurgias.
Não basta, portanto, perguntar apenas se a mulher “já fez cesárea”. É preciso analisar como foi realizada a cirurgia anterior, por que ela ocorreu e quais são as condições da gestação atual.
Dr. João Batista Pinto em Goiânia
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