Idoso caiu? Entenda por que o episódio não deve ser tratado apenas como um acidente


Tropeçar, perder o equilíbrio ou cair ao levantar-se pode parecer um acontecimento cotidiano. Na terceira idade, entretanto, uma queda pode indicar alterações importantes na saúde.

Por esse motivo, na Geriatria, o episódio precisa ser avaliado de forma cuidadosa.

A Dra. Eliza de Oliveira Borges, Geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos, explica que diferentes fatores podem contribuir para uma queda, incluindo uso de determinados medicamentos, redução da força muscular, alterações da visão, queda da pressão arterial, infecções, problemas cardiovasculares e doenças neurológicas.

Em alguns pacientes, vários desses fatores aparecem simultaneamente.

O que aconteceu antes da queda?

Uma das perguntas mais importantes durante a investigação é compreender exatamente como o episódio ocorreu.

O idoso tropeçou em algum objeto? Sentiu tontura? Perdeu a consciência? Sentiu as pernas fracas? Teve palpitações? Estava levantando rapidamente da cama ou de uma cadeira?

Essas informações podem ajudar o médico a diferenciar uma queda provocada por um obstáculo ambiental de uma situação associada a algum problema clínico.

Também é importante verificar possíveis consequências do trauma, especialmente quando houve impacto na cabeça, quadril ou membros.

Medicamentos também precisam ser avaliados

Idosos frequentemente utilizam vários medicamentos ao mesmo tempo.

Algumas combinações podem provocar sonolência, alterações da pressão arterial, tontura ou redução da atenção, aumentando a possibilidade de quedas.

Por isso, a revisão periódica de todos os medicamentos utilizados faz parte da avaliação geriátrica.

A Dra. Eliza de Oliveira Borges ressalta que o tratamento não deve se limitar às consequências da queda. É necessário identificar e corrigir, sempre que possível, os fatores que contribuíram para o episódio.

Isso pode envolver ajuste de medicamentos, fortalecimento muscular, fisioterapia, correção de problemas visuais, tratamento de doenças e adaptações no ambiente doméstico.

Quando uma pessoa idosa começa a cair repetidamente, o risco de perda da independência aumenta. Por isso, cada episódio merece investigação adequada e estratégias específicas de prevenção.

Dra Eliza de Oliveria Borges – Geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos

Acesse o site: geriatriagoiania.com.br



Fonte: https://opiniaogoias.com.br/idoso-caiu-entenda-por-que-o-episodio-nao-deve-ser-tratado-apenas-como-um-acidente.html