Sentir dor constantemente não deve ser encarado como uma consequência natural do envelhecimento. Apesar de ser uma das queixas mais comuns nos consultórios, a dor representa um sinal de alerta que merece atenção e investigação.
De acordo com a Dra Eliza de Oliveria Borges – Geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos, a chamada dor crônica pode permanecer por meses ou até anos, interferindo diretamente na capacidade funcional do idoso. Atividades simples, como caminhar, levantar-se da cama, realizar tarefas domésticas ou participar de encontros familiares, podem se tornar difíceis quando a dor não é tratada adequadamente.
As causas são variadas. Problemas articulares, doenças neurológicas, sequelas de lesões, doenças crônicas e alterações musculoesqueléticas estão entre os fatores mais frequentes.
A medicina moderna reconhece que a dor não deve ser analisada apenas sob o ponto de vista físico. Aspectos emocionais, sociais e comportamentais também influenciam a forma como cada pessoa percebe e enfrenta o sofrimento.
Quando não controlada, a dor pode provocar isolamento social, perda de independência, distúrbios do sono, desânimo e alterações de humor, comprometendo significativamente a qualidade de vida.
Por isso, o tratamento deve ser individualizado e frequentemente reavaliado. O objetivo não é apenas reduzir o sintoma, mas preservar a funcionalidade e garantir mais conforto ao paciente.
Dra Eliza de Oliveria Borges – Geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos
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Fonte: https://opiniaogoias.com.br/idoso-com-dor-precisa-de-avaliacao-medica.html







